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Conselho de Gestão do Patrimônio Genético


Teste do SisGen

Durante os dias 24 a 28 de abril de 2017, o acesso ao ambiente de homologação do SisGen estará disponível exclusivamente para testes. Solicitamos que leia as orientações gerais para o teste no documento disponível abaixo. Recomenda-se também a leitura da Lei nº 13.123, de 2015, e do Decreto nº 8.772, de 2016.

Informamos que já foram realizados testes do sistema em ambiente controlado nos dias 10/10/2016, 22/11/2016, 31/1/2017, 8/3/2017, além de um teste aberto no período de 28/3 a 2/4/2017. Muitas sugestões de melhorias já foram incorporadas ao sistema; outras sugestões, devido a dificuldades técnicas para implementação, estão previstas para serem incorporadas na próxima versão do SisGen.

Caso tenha sugestões ou comentários sobre o SisGen, envie pelo formulário disponível abaixo.

Orientações Gerais: Clique aqui
Formulário de sugestões: Clique aqui
Link do teste: Clique aqui
Manual do SisGen: Clique aqui

Agradecemos a colaboração.

  


Nova Lei da Biodiversidade


Em 17/11/2015 entrou em vigor a Lei da Biodiversidade, Lei nº 13.123/2015, que revoga a Medida Provisória nº 2.186-16/2001 e estabelece novas regras para acesso ao patrimônio genético, acesso ao conhecimento tradicional associado e repartição de benefícios.

A Lei nº 13.123/2015 foi regulamentada pelo Decreto nº 8.772/2016.

A seguir, algumas orientações sobre a transição para a Lei da Biodiversidade. Outras dúvidas poderão ser enviadas ao Ministério do Meio Ambiente por meio do endereço eletrônico O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

1. Sobre a disponibilização do SISGen:

O Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado - SisGen, previsto no artigo 20 do Decreto nº 8.772, de 11 de maio de 2016, ainda não está disponível ao público, pois este Decreto estabeleceu diversos procedimentos relativos aos cadastros e ao funcionamento do SisGen que dependem da implementação da Secretaria Executiva do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético - CGen.

Por esse motivo e por ser o cadastro parte integrante do SisGen, a disponibilização pelo CGen do "cadastro aludido nos artigos 36, 37 e 38 da Lei nº 13.123/2015, que representa o início do prazo de 1 (um) ano concedido pela lei para reformulação de pedidos de autorização ou regularização, adequação e regularização dos usuários nos termos da lei cronograma a ser seguido para a disponibilização do SisGen aos usuários" depende de ato administrativo próprio que está sendo elaborado no âmbito do Poder Executivo.

Frente ao exposto, informa-se que o Ministério do Meio Ambiente está trabalhando na implementação dessas estruturas para que o SisGen entre em funcionamento o mais breve possível.

Contudo, conforme disposto no § 2º do art. 12 da Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, "o cadastramento deverá ser realizado previamente à remessa, ou ao requerimento de qualquer direito de propriedade intelectual, ou à comercialização do produto intermediário, ou à divulgação dos resultados, finais ou parciais, em meios científicos ou de comunicação, ou à notificação de produto acabado ou material reprodutivo desenvolvido em decorrência do acesso".

Portanto, as atividades de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado, podem ser iniciadas mesmo sem a disponibilização do cadastro, que somente é exigido previamente aos momentos definidos no § 2º do art. 12 da Lei nº 13.123, de 2015.

A fim de disciplinar o tratamento das atividades realizadas durante o período compreendido entre a data de entrada em vigor da Lei (17 de novembro de 2015) e a data da efetiva disponibilização do cadastro, o art. 118 do Decreto nº 8.772, de 2016, dispõe que "o usuário que requereu qualquer direito de propriedade intelectual, explorou economicamente produto acabado ou material reprodutivo, ou divulgou resultados, finais ou parciais, em meios científicos ou de comunicação, entre 17 de novembro de 2015 e a data de disponibilização do cadastro, deverá cadastrar as atividades de que trata o art. 12 da Lei nº 13.123, de 2015, e notificar o produto acabado ou material reprodutivo desenvolvido em decorrência do acesso".

O § 1º deste mesmo art. 118 estabelece que "o prazo para o cadastramento ou notificação de que trata o caput será de 1 (um) ano, contado da data da disponibilização do cadastro pelo CGen", ao passo que seu § 2º determina que "Realizado o cadastramento ou notificação no prazo previsto, o usuário não estará sujeito a sanção administrativa".

Faz-se necessário, nos casos em que o acesso seja iniciado antes do cadastramento da atividade, manter um registro preciso das informações e dos documentos listados no artigo 22 do Decreto nº 8.772, de 2016, para posterior cadastramento.

2- Sobre o acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado em áreas indispensáveis à segurança nacional, em águas jurisdicionais brasileiras, na plataforma continental e na zona econômica exclusiva:

Conforme disposto no art. 27 do Decreto nº 8.772, de 2016, será exigida autorização prévia para o acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado a ser realizado em área indispensável à segurança nacional, em águas jurisdicionais brasileiras, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva, somente quando o usuário for:

"I - pessoa jurídica nacional, cujos acionistas controladores ou sócios sejam pessoas naturais ou jurídicas estrangeiras;
II - instituição nacional de pesquisa científica e tecnológica, pública ou privada, quando o acesso for feito em associação com a pessoa jurídica sediada no exterior; ou
III - pessoa natural brasileira associada, financiada ou contratada por pessoa jurídica sediada no exterior."

Nestes casos, o § 2º deste art. 27 do Decreto nº 8.772, de 2016, determina que "o usuário deverá, previamente ao acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado, preencher todas as informações do cadastro (...), como também identificar o quadro societário da empresa e da pessoa jurídica associada, conforme o caso". Dessa forma, estas atividades específicas só poderão ocorrer quando o SisGen estiver disponível.

3- Sobre o acesso ao conhecimento tradicional associado

Independentemente dos critérios acima, é importante destacar as obrigações relacionadas ao acesso ao conhecimento tradicional associado:

a) O acesso ao conhecimento tradicional associado de origem identificável está condicionado à obtenção do consentimento prévio informado;

b) A comprovação do consentimento prévio informado poderá ocorrer, a critério da população indígena, da comunidade tradicional ou do agricultor tradicional, pelos seguintes instrumentos, na forma do regulamento:
I - assinatura de termo de consentimento prévio;
II - registro audiovisual do consentimento;
III - parecer do órgão oficial competente; ou
IV - adesão na forma prevista em protocolo comunitário.

c) O acesso ao conhecimento tradicional associado de origem não identificável independe de consentimento prévio informado.

d) O acesso ao patrimônio genético de variedade tradicional local ou crioula ou à raça localmente adaptada ou crioula para atividades agrícolas compreende o acesso ao conhecimento tradicional associado não identificável que deu origem à variedade ou à raça e não depende do consentimento prévio da população indígena, da comunidade tradicional ou do agricultor tradicional que cria, desenvolve, detém ou conserva a variedade ou a raça.

4. O que preciso fazer para iniciar a exploração econômica de produto oriundo de acesso?

Para a comercialização do produto intermediário, é necessário o cadastramento da atividade de acesso que resultou no referido produto prévio a sua comercialização. (Art. 12 da Lei nº 13.123/2015).

Para a exploração econômica de produtos acabados ou material reprodutivo, deverá ser feita uma notificação antes do início da comercialização. No entanto, a notificação deve ser precedida do cadastramento da atividade do acesso que resultou no referido produto. (Arts. 12 e 16 da Lei nº 13.123/2015).

5. Tenho uma solicitação de autorização que estava em tramitação durante a vigência da Medida Provisória nº 2.186-16/2001. O que devo fazer?

As solicitações de autorização ou regularização ainda em tramitação em 17/11/2015, data de entrada em vigor da Lei nº 13.123/2015, inclusive nas instituições credenciadas pelo CGen, deverão ser reformuladas pelo usuário como cadastro no SISGen, no prazo de 1 (um) ano, contado da data da disponibilização do cadastro pelo CGen. (Arts. 35 e 36 da Lei nº 13.123/2015).

6. Tenho autorização em vigência. Como proceder?

As autorizações emitidas pelo CGen, CNPq, IBAMA e IPHAN permanecem válidas pelo prazo nelas estabelecido. (Art. 43, § 2º, da Lei nº 13.123/2015).

As informações referentes a essas autorizações serão inseridas no SISGen e o usuário deverá adequar-se ou regularizar-se, conforme o caso, nos termos da Lei nº 13.123/2015, no prazo de 1 (um) ano, contado da data da disponibilização do cadastro pelo CGen. (Arts. 37 e 38 da Lei nº 13.123/2015).

7. A validade da minha autorização expirou. Devo enviar o relatório final? Devo comprovar o depósito de subamostra?

Para autorização cuja validade expirou até o dia 16/11/2015, permanecem válidas as exigências da Medida Provisória nº 2.186-16/2001, quais sejam envio de relatório final juntamente com a comprovação do depósito de subamostra do patrimônio genético em coleção fiel depositária.

As informações referentes às autorizações emitidas pelo CGen ou instituições credenciadas serão inseridas no SisGen e o usuário deverá adequar-se ou regularizar-se, conforme o caso, nos termos da Lei nº 13.123/2015, no prazo de 1 (um) ano, contado da data da disponibilização do cadastro pelo CGen. (Arts. 37 e 38 da Lei nº 13.123/2015).

8. Tenho um CURB ou Projeto de Repartição de Benefícios anuído pelo CGen. Devo continuar a realizar a repartição de benefícios prevista nesses instrumentos?

Sim. Todos os CURBs ou Projetos de Repartição de Benefícios anuídos pelo CGen antes da entrada em vigor da Lei nº 13.123/2015 permanecem válidos e devem ser cumpridos na sua integralidade, pelo prazo de vigência neles previsto. (Art. 43, § 2º, da Lei nº 13.123/2015).


Parecer nº 00037/2017/CONJUR-MMA/CGU/AGU, de 12 de janeiro de 2017, aprovado pelo Despacho nº 00052/2017/CONJUR-MMA-CGU/AGU, de 13 de janeiro de 2017.
A Consultoria Jurídica do Ministério do Meio Ambiente – CONJUR/MMA emitiu parecer que trata da diferenciação legal dos institutos de “remessa” e “envio”, nos termos da Lei nº 13.123/2015. Clique aqui



O CGen, órgão de caráter deliberativo e normativo criado pela MP nº 2.186-16, de 2001, e teve suas competências e composição alteradas pela nova norma que rege a matéria, a Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, e seus regulamentos. O CGen é integrado por representantes de 20 órgãos e entidades, sendo 11 de governo e 9 da sociedade civil, distribuídas entre representações do setor acadêmico, do setor empresarial e das populações indígenas, comunidades tradicionais e agricultores tradicionais. O CGen é presidido pelo Ministério do Meio Ambiente, atualmente representado pela Secretária de Biodiversidade, e reúne-se, ordinariamente, uma vez por mês, em Brasília -DF, conforme o calendário de reuniões. Além das reuniões Plenárias, o Conselho possui Câmaras Temáticas, Câmaras Setoriais e Grupos de Trabalho que subsidiam o Plenário na tomada de decisões.

Histórico

O Brasil se notabiliza por sua biodiversidade. São mais de 200 mil espécies já registradas em seus biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) e na Zona Costeira e Marinha. Estima-se que este número possa chegar a mais de 1 milhão e oitocentas mil espécies. Além disso, o Brasil conta com uma sociodiversidade expressiva. São mais de 220 etnias indígenas e diversas comunidades locais (quilombolas, caiçaras, seringueiros, etc.) que detêm importantes conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade.

Historicamente, o uso dos recursos genéticos e dos conhecimentos tradicionais associados têm ocorrido de forma injusta. A importante contribuição destes componentes para o desenvolvimento de novos produtos comerciais, muitos deles patenteados, tem sido apropriada pelos países desenvolvidos sem que tenha havido previamente alguma solicitação para o acesso, o respeito a algum tipo de consentimento prévio ou alguma forma de repartição de benefícios para com os países de origem da biodiversidade ou para com as comunidades tradicionais detentoras.

Diante deste cenário, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) representou um avanço notável no âmbito das negociações internacionais, especialmente para os países megadiversos como o Brasil. Ao reconhecer a soberania nacional sobre a biodiversidade, estabelecer o objetivo da repartição de benefícios, decorrente do uso dos recursos genéticos e reconhecer os direitos das comunidades indígenas e locais sobre seus conhecimentos, definiu as bases para uma nova cultura no uso destes componentes.

A CDB também estabeleceu que cabe a cada país regular, por legislação nacional, o acesso e a repartição de benefícios, bem como o consentimento prévio fundamentado, relativos aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais.

No Brasil o tema é regulado pela Medida Provisória nº 2.186-16/2001 que instituiu regras para o acesso, a remessa e a repartição de benefícios. Também estabeleceu o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético, como a autoridade nacional, com função normativa e deliberativa sobre as autorizações de acesso e remessa.

A regulação do acesso e da repartição de benefícios, juntamente com a promoção do uso sustentável da biodiversidade, representam ações estratégicas para a conservação da biodiversidade - e oportunidade de afirmação dos direitos soberanos sobre a biodiversidade e dos direitos das comunidades tradicionais.

Contatos
Endereço: SEPN 505, Bloco B, Edifício Marie Prendi Cruz 5º Andar/Asa Norte,  Brasília/DF
CEP: 70730-542
Telefone: (61) 2028-2182

As consultas deverão ser encaminhadas por e-mail ou por ofício ao DPG para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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