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Quinta, 09 Novembro 2017 14:00

Recuperação de rios é prioridade, diz ministro

Paulo de Araújo/MMA
Sarney Filho (C): em busca de soluções

Em conferência municipal de meio ambiente, Sarney Filho destaca a importância de recuperar nascentes e revitalizar cursos d'água.


LETÍCIA VERDI
Enviada especial a São Luís

"Gostaria muito que meus netos e meus filhos pudessem tomar banho nos rios em que eu tomei", disse o ministro Sarney Filho, durante a abertura da 4ª Conferência Municipal de Meio Ambiente de São Luís, no Maranhão. O mote do evento, Áreas protegidas e recursos hídricos: desafios para gestão e educação ambiental, foi o tema central de palestra proferida pelo ministro nesta quinta-feira (9/11), na capital maranhense.

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Segundo Sarney Filho, o processo de degradação ambiental, pelo qual passaram todas as grandes cidades, precisa agora de soluções e diagnósticos caso a caso. "Através do conhecimento, vamos buscar as soluções", afirmou. "Da recuperação das nossas nascentes e dos nossos rios dependem as nossas chuvas. Pelo fenômeno dos rios voadores, provado cientificamente, a água da Amazônia chega ao Sul do país", destacou.

O ministro citou o recente decreto presidencial que converte multas do Ibama em serviços ambientais, ao incentivar grandes empresas por meio de descontos de até 60% a investir em projetos de recuperação e revitalização ambiental.

"Há 15 anos, só 5% das multas são recebidas. Apenas nas três grandes empresas com as quais já acordamos o desconto, serão R$ 800 milhões para projetos. Os primeiros serão no rio São Francisco e no rio Parnaíba", declarou Sarney Filho. Ainda em relação a ações no semiárido, o ministro citou o programa de dessalinização Água Doce, que proporciona água de qualidade para consumo humano e já destinou R$ 8 milhões em investimentos no estado do Maranhão.

Sarney Filho lembrou que, apesar do momento de crise econômica, cresceram, por meio de cooperações internacionais, os recursos dedicados ao Ibama e ao ICMBio, o que garantiu ações de comando e controle no combate ao desmatamento. "Freamos o desmatamento e provocamos uma queda de 16% na curva ascendente dos últimos anos", declarou.

NOVA CONSCIÊNCIA

Para a secretária de Meio Ambiente de São Luís, Maluda Fialho, a construção de uma cidade sustentável requer o compartilhamento da gestão entre o governo e a sociedade. "Empresas e instituições públicas devem discutir sobre uma nova consciência socioambiental", disse.

A estudante Rosangela Belfort, participante da empresa júnior de biologia Mutual, formada por estudantes do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), apresentou o projeto Recupera São Luís, de revitalização de rios, lagos e nascentes. "As nascentes são de extrema importância. É lá que surge a água e é delas que devemos cuidar", lembrou. A empresa júnior Mutual desenvolve um trabalho ambiental em três vertentes: educação ambiental, controle de enchentes, de poluição difusa e saneamento básico.

O evento ocorreu no auditório da Federação de Indústrias do Maranhão (Fiema) para um público de técnicos, gestores públicos, professores e especialistas da área.
O objetivo da 4ª Conferência Municipal de Meio Ambiente de São Luís é traçar diretrizes ambientais para o município e eleger os conselheiros do Conselho Municipal de Meio Ambiente, um órgão consultivo composto por 18 membros, nove do governo e nove da sociedade civil.

 


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