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Terça, 03 Outubro 2017 17:30

Ministério aprimora técnicas de biorremediação na Antártica

Arquivo Ibama
Ibama atua na Estação brasileira

Curso ministrado por profissionais australianos visa ao aprimoramento das técnicas com uso de microrganismos para descontaminação do solo.


WALESKA BARBOSA

O Ministério do Meio Ambiente promove um Curso sobre Técnicas de Biorremediação na Antártica com o objetivo de prover conteúdos técnicos sobre o uso de microrganismos para a restauração do equilibro ecológico e da proteção de espécies em áreas antárticas contaminadas. Tal técnica causa mínimo impacto ambiental, porém tem um prazo relativamente longo para a ocorrência dos seus melhores resultados.

"Apesar das análises laboratoriais já indicarem avanços, o curso visa o aprimoramento da técnica, haja vista a necessidade de uma atuação eficiente, contínua e apurada, para o acompanhamento e remediação dos poluentes na região de ocupação brasileira, onde muitas operações são realizadas com combustíveis, como por exemplo, aquecimento da estação, maquinários e lanchas", explica o analista ambiental Rafael Agrello Dias, do Ministério do Meio Ambiente.

A estação é utilizada para pesquisa científica e também possui ocupação pelos militares brasileiros. "Serão necessários esforços das instituições envolvidas com o Proantar e seus colaboradores para suprir questões como logísticas, equipamentos, pessoal e financeiro", disse Rafael.

Voltado a servidores do Ministério e do Ibama, o curso teve início na segunda-feira (02/10) e segue até a sexta-feira (06/10), em Brasília, ministrado pelo gestor de projetos Timothy Andrew Spedding e pelo pesquisador Daniel Adam Wilkins, responsáveis pelos projetos de remediação das estações antárticas australianas.

CONTAMINAÇÃO ATENUADA

O Ministério do Meio Ambiente desenvolve trabalhos de biorremediação para atenuar a contaminação detectada na região da base brasileira na Antartica desde 2012, quando um incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz causou contaminação significativa do solo na região.

A estratégia prevê a biorremediação do solo da Estação pela implantação de biopilhas e a definição de um procedimento para a descontaminação do solo atingido por óleo imediatamente após o vazamento.

“A biorremediação é um assunto importante porque um dos maiores riscos ambientais que temos na Antártica é o vazamento de óleo. Infelizmente tivemos esse problema em 2012”, afirmou o diretor do Departamento de Conservação de Ecossistemas do MMA, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza.

Ele explica que o trabalho de biorremediação (que implica no uso de bactérias ao invés de um produto químico) deve ser feito de forma sistêmica. “É importante que o Brasil tenha uma linha de pesquisa e um protocolo definidos para uso em caso de derrame de óleo na Antártica. Estamos fazendo experimentos com a biorremediação e os dados iniciais mostram que a contaminação está diminuindo”, afirmou.

PROJETO BRASILEIRO

O projeto de biorremediação brasileiro é executado com a coordenação do MMA e da Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ/MG), respeitando-se as condicionantes do Protocolo de Madri, onde não são adicionadas novas espécies de microrganismos. Utiliza-se apenas as espécies encontradas no solo antártico.

Outros parceiros do MMA são a Marinha do Brasil, que por meio da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar coordena a parte logística do Programa Antártico Brasileiro, que também conta com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). E ainda como parceiros da biorremediação, como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB/SP) e o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP).

 


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