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Sexta, 29 Setembro 2017 19:30

Especialistas em refrigeração debatem alternativas

Divulgação PNUD
Workshop debate HCFCs

Seminário com representantes do setor de supermercados aborda substituição dos HCFCs, substância destruidoras da camada de ozônio.


DA REDAÇÃO*

Para discutir as alternativas econômica e sustentavelmente viáveis para substituir o HFCF-22 – substância com potencial de destruição do ozônio e de aquecimento global – na área de refrigeração em supermercados, cerca de 100 supermercadistas e especialistas em refrigeração e ar-condicionado se reuniram para o Workshop O Futuro da Refrigeração.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), como coordenador do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), abordou as metas e implementação do programa para o setor. “A partir de 2015, iniciamos a eliminação do HCFC-22 no Brasil, com foco incialmente no setor de serviços”, explicou a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice.

A coordenadora destacou que, em 2015, o Brasil deveria eliminar 6,5% do consumo de HCFC-22 e o país ultrapassou essa meta. “Até 2021, temos o compromisso de eliminar 27,1% da linha de base desse fluido”, afirmou.

O evento foi organizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) na quinta-feira (28/09), em São Paulo. “O HCFC-22 é o principal fluido frigorífico para o setor supermercadista. Esse workshop é a nossa contribuição para melhor alinhamento do setor durante esse momento de mudanças”, pontuou o diretor de sustentabilidade da APAS, Alessandro Ibiapina.

ALTERNATIVAS

Atualmente, há tanto fluidos naturais quanto sintéticos disponíveis no mercado para a substituição dos HCFCs-22 no setor de refrigeração e ar-condicionado. Porém, é preciso que os aparelhos e técnicos se adequem a essas novas tecnologias.

Essas alternativas incluem o propano (R-290) e o CO2. “No futuro, não vejo nenhum HCFC ou HFC como fluidos refrigerantes, temos então que trabalhar com os fluidos naturais, ou seja, o CO2 e o propano. Em paralelo, a indústria química não deixa de buscar novas soluções, como os HFOs”, explicou o especialista na área, Rogério Marson.

Em 2016, os HFCs passaram a ser controlados pelo Protocolo de Montreal, com a Emenda de Kigali. Já os HFOs ainda não estão disponíveis no mercado a preços acessíveis para o setor.

O Brasil terá que congelar o consumo de HFCs em 2024 e iniciar a redução até 2029. “Teremos tempo, mas é preciso estar com isso em mente para que o setor supermercadista se prepare para essas metas”, afirmou Luduvice.

DIAGNÓSTICO

No setor de serviços de refrigeração, a agência de cooperação alemã GIZ é responsável pela implementação dos projetos do Protocolo de Montreal no Brasil. O foco dessa área do PBH é voltado para capacitação e divulgação de informações.

“No diagnóstico que fizemos, percebemos que tínhamos que controlar os vazamentos para a atmosfera desses gases para cumprirmos a meta de 2015”, explicou Luduvice. “Agora, o nosso foco é capacitar os setores para trabalhar com os fluidos alternativos, que em sua maioria são inflamáveis”, complementou.

Para as capacitações, o PBH trabalha em parceria com a GIZ, SENAI, Institutos Federais de Educação, entre outras instituições profissionalizantes, em todas as cinco regiões do país. Na Etapa 1 do Programa foram treinados 5.537 mecânicos da área de refrigeração e 100 técnicos de ar-condicionado. A previsão é que ainda sejam treinados 8.238 técnicos em boas práticas de refrigeração e 1 mil em fluidos alternativos durante a Etapa 2 do PBH até 2021.

No setor de manufatura, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) é a agência responsável pela implementação dos projetos. “Atualmente, estamos no processo de identificar empresas brasileiras elegíveis para receber recursos do Fundo Multilateral nesse setor”, explicou a coordenadora do MMA.

 

*Com informações da Assessoria de Comunicação do PNUD.

 


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