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Quarta, 11 Janeiro 2017 18:00

Passeios na natureza pedem vacina contra febre amarela

Pessoas com viagens programadas para unidades de conservação nas áreas endêmicas da doença devem ser imunizadas, alerta Ministério da Saúde.


LETÍCIA VERDI

Viajantes com destino às unidades de conservação em áreas de ocorrência da febre amarela precisam estar atentos à vacinação contra a doença. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) reforça informações do Ministério da Saúde sobre as recomendações neste período do ano, quando é registrado maior número de casos em grande parte do Brasil. 

Unidades de conservação e locais com matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros ocorrem naturalmente, são identificadas como áreas de risco. A doença é transmitida somente pela picada de mosquitos infectados. Na febre amarela silvestre (transmitia em ambiente silvestre) os mosquitos transmissores são o Haemagogus e o Sabethes; na febre amarela urbana, o Aedes aegypti é o transmissor. Porém, este tipo não é registrado no Brasil desde 1942.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas em viagem para áreas com recomendação de vacina devem receber a primeira dose pelo menos 10 dias antes da viagem. A vacinação é recomendada a partir dos nove meses de idade, conforme orientações descritas aqui.

SINTOMAS

Os sintomas iniciais da doença incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20 a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. Se não for tratada rapidamente, a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana.

O período em que o vírus irá se manifestar no homem varia de 3 a 6 dias, após a picada do mosquito infectado, podendo se estender até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais, no entanto cerca de 15% apresentam apenas um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Esse homem doente pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo sete dias.

CASOS

O Ministério da Saúde informa, ainda, que dez municípios de Minas Gerais registraram 23 casos, sendo 16 prováveis e sete em investigação. Dentre os 23 casos, foram registradas 14 mortes. A investigação está sendo conduzida, em conjunto, pelo Ministério da Saúde, estado de Minas Gerais e municípios envolvidos (Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga, Imbé de Minas, Entre Folhas, Ubaporanga, Ipanema e Inhapim). 

 

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227



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