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Sexta, 30 Dezembro 2016 16:30

Levantamento mostra panorama das florestas no CE

Paulo de Araújo/MMA
Região semiárida do Ceará

Terceiro inventário florestal publicado pelo SFB reúne informações do Ceará, onde foram encontradas 104 novas ocorrências de espécies vegetais. Confira a publicação.


DA COMUNICAÇÃO DO SFB

Cerca de 57% do estado do Ceará, o equivalente a 8,5 milhões de hectares, é coberto por tipologias consideradas florestais. A Caatinga predomina em 88% dessas áreas. Há também áreas de Cerrado e florestas (do tipo ombrófila, estacional e pioneira). Para mapear a qualidade e condição dessas florestas, o Inventário Florestal Nacional (IFN) no Ceará coletou dados em 457 pontos distribuídos sistematicamente sobre todo o território, por um período de quase um ano.

O IFN foi realizado no Ceará pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em parceria com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).  O estado é o terceiro a ter os resultados do IFN divulgados. O Inventário Florestal Nacional de Santa Catarina e do Distrito Federal também já estão disponíveis no site do SFB.  

AMOSTRAS BOTÂNICAS

Em cada área foram medidas as árvores, colhidas amostras do solo, coletadas mais de 2 mil amostras botânicas (folhas, flores e frutos) para identificação das espécies, entre outros dados. Também foram realizadas entrevistas com 1.034 moradores rurais que vivem no entorno das áreas pesquisadas para conhecer a percepção da comunidade sobre os recursos florestais e seu uso.  

Com mais de 148 mil quilômetros quadrados e 184 municípios, o Ceará possui quase 8,5 milhões de habitantes e está localizado na sub-região do sertão nordestino, uma área caracterizada pelo clima semiárido. Possui 12 unidades de conservação federais, 27 estaduais e 13 municipais.  

O estudo identificou 776 espécies vegetais, entre elas, 346 espécies de árvores. O marmeleiro foi a árvore mais encontrada na região. Já a carnaúba foi a mais abundante em áreas fora de florestas. Cerca de metade das árvores analisadas foram consideradas sadias. A outra metade, no entanto, apresentava algum tipo de comprometimento: 14% das árvores encontravam-se mortas e 35% apresentaram algum nível de deterioração.

NOVAS OCORRÊNCIAS

Os pesquisadores encontraram 104 novas espécies vegetais no Ceará. Destas ocorrências, 54 eram espécies arbóreas, sendo quatro originárias do Cerrado, oito da Mata Atlântica e três amazônicas. O cedro e a garapa, que estão na lista oficial do Ministério do Meio Ambiente de espécies ameaçadas de extinção, foram encontradas em áreas inventariadas.  

Nos questionários aplicados junto à população, três em cada quatro pessoas entrevistadas afirmaram utilizar a floresta de alguma maneira. Desses, 84% fazem uso doméstico da madeira e 16% uso comercial. Postes, estacas e lenha são os principais usos da madeira, segundo os entrevistados. Já as cascas, os frutos e o mel são os produtos não madeireiros mais utilizados, 76% dos entrevistados afirmaram fazer uso desses recursos, a maior parte deles faz uso não comercial. 

Em 81% dos locais amostrados foram observadas evidências de antropismo. A principal delas é a presença ou vestígios de animais domésticos de grande porte, como gado, em 67% das áreas analisadas pelo IFN. Sinais de incêndios foram o segundo fator mais registrado, em 42% dos locais.

Acesse os resultados do IFN no Ceará

 

Assessoria de Comunicação Social do Serviço Florestal Brasileiro (Ascom/SFB): (61) 2028-7155

 



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